Na sexta feira estavam umas raparigas de física à porta do pavilhão central com uns cartazes que diziam “Abraços grátis”.
Eu gosto de abraços. Mesmo. Mas não desses.
Gosto de abraços apertados, com pessoas especiais. Há um certo sentimento de partilha. Se as pessoas envolvidas partilharem algo.. Não gosto de abraços “à homem”, com palmadas nas costas, uma espécie de medidor de masculinidade. Também não gosto de beijos. Não que me importe de cumprimentar pessoas ocasionalmente, mas seria incapaz de chegar a um sítio relativamente lotado e distribuir beijos por todos. Este acto apenas não faz sentido. Porquê tocar bochechas com bochechas e mandar beijos para o ar? Apertos de mão são o cumprimento ideal, para desconhecidos. Cordial e distante. Contudo as raparigas são incentivadas a dar beijos. E quando elas levam a mão esticada com uns três metros de antecedência, as outras pessoas pegam-lhes na mão e puxam-nas, iriam lá ficar sem o dito beijinho?