Quod Non Erat Demonstrandum

E que tal começarmos a matar caloiros?

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Li, no jornal Mundo Universitário, distribuido gratuitamente no Instituto Superior Técnico, o seguinte comentário de autor anónimo, com o qual concordo totalmente, relativamente aos incidentes ocorridos com dois caloiros de Coimbra.

“Nunca fui antipraxes nem nunca embirrei com nenhuma prática académica […].

Mas no passado dia 2 de Maio, houve um ou vários zé-alguéns em Coimbra que decidiram vestir o traje para se acharem no poder de trucidar psicológica e fisicamente dois alunos caloiros. A um, rasgaram-lhe uma parte do escroto enquanto lhe rapavam os pêlos púbicos – o que, com ou sem danos no escroto, é uma “brincadeira” já de si cheia de bom gosto e de categoria intelectual. Um primeiro bravo para eles.

Ao outro espetaram-lhe uma tesoura no couro cabeludo, várias vezes, durante um corte de cabelo amador – mais uma manobra de diversão absolutamente hilariante. Aliás, ouso dizer que devia ser proibido entrar na faculdade sem esculpir o crânio com várias tesouradas bem infligidas. Um segundo bravo para eles.

Caros leitores, a favor ou contra, trajados ou não trajados, peço-vos para porem a mão na consciência e pensarem nesta “piadola académica” atroz que se tentou fazer passar por “julgamento de praxe”.

[…] É este o meu apelo – parem, reflitam e tomem uma posição.”

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